18 de outubro de 2017

Modgud

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia nórdica, Modgud (nórdico antigo Móðguðr, literalmente "lutadora furiosa") é a jotunn guardiã da ponte Gjallarbrú ("ponte Gjoll"), localizada sobre o rio Gjöll ("turbulento"), e que dava acesso à Helheim, o reino da deusa HelEla permitia que a alma dos recém-mortos atravessassem a ponte em direção ao submundo, caso ela declarasse seu nome e seus negócios, e possivelmente, impedia que os mortos além do rio cruzassem a ponte de volta para as terras dos vivos.

Mitologia

No Gylfaginning, no final do capítulo 49, a morte de Balder e Nanna é descrita. Hermod, descrito como irmão de Balder nessa fonte, parte até Helheim montado em Sleipnir, o corcel de oito patas de Odin, com o intuito de trazer seu irmão de volta a vida. Para entrar em Hel, Hermod cavalga por nove noites através de "vales tão profundos e sombrios que ele não era capaz de ver nada", até finalmente chegar no rio Gjöll e a sua ponte, Gjallarbrú, guardada por Modgud. A ponte é descrita como tendo o chão coberto de ouro brilhante. 


Hermod cruza a ponte sem maiores problemas, mas ao chegar ao final dela, é abordado por Modgud. Modgud pergunta o seu nome e o que viera fazer ali, comentando que no dia anterior cinco pessoas haviam atravessado a ponte, mas a mesma ecoou menos do que com a sua passagem (por conta do cavalgar de Sleipnir). Ela também comenta que ele não possui a cor dos mortos. Hermod se identifica, explicando a ela  que estava ali a mando de Odin para recuperar seu finado irmão, e que precisava falar com Hel pessoalmente. Modgud então lhe diz que Balder seguiu "para baixo e para o Norte" em direção a Helheim, e deixa Hermod passar. Assim, Hermod foi o primeiro e único ser vivo a cruzar a ponte em direção ao mundo dos mortos e depois voltar. 


fontes:


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16 de outubro de 2017

Cavalo de Três Pés

۞ ADM Sleipnir


O Cavalo de Três Pés é um criatura folclórica da região Sudeste, descrita como um cavalo sem cabeça, dotado de um par de asas e de três pés. Ele é tido por alguns como uma das transformações do Saci.

De acordo com as histórias, ele aparece em encruzilhadas e estradas desertas durante a noite, correndo, voando e assombrando aqueles que encontra pelo caminho. Dizem que se uma pessoa pisar em suas pegadas, ela se tornará profundamente infeliz pelo resto da vida.



fonte:
  • Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo
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13 de outubro de 2017

Qiqirn

۞ ADM Sleipnir



Qiqirn (também Qiqion, Keelut ou Ke'lets) é um espírito ctônico presente na mitologia inuíte. Ele se assemelha a  um cão enorme, desdentado e sem pêlos exceto na boca, nas patas e na ponta das orelhas e da cauda. Dizem que ele se alimenta de seres humanos e às vezes é visto como um prenúncio de morte.

Dizem que o Qiqirn costuma seguir silenciosamente os viajantes durante à noite. Uma vez sozinho e longe de sua casa, o viajante é morto e devorado por ele. A mera presença de um Qiqirn em torno dos homens ou de cães faz com que sofram convulsões, e este efeito só termina quando o Qiqirn desaparece. No entanto, o Qiqirn se assusta facilmente com os seres humanos, e foge caso gritem o seu nome.


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11 de outubro de 2017

Ronald Opus: Assassinato ou Suicídio?

۞ ADM Sleipnir


Ronald Opus é o personagem central de uma lenda urbana criada originalmente com o intuito de demonstrar complicações que podem ocorrer na investigação de um assassinato. Na história, Ronald é ao mesmo tempo a vítima e o autor de um assassinato, o que leva à dúvida sobre se o ocorrido foi realmente um crime de homicídio, ou se foi na verdade um suicídio.

A história foi originalmente contada em 1987 por Don Harper Mills, então presidente da Academia Americana de Ciências Forenses, durante um discurso num jantar. Em agosto de 1994, a história começou a se espalhar na internet como se tivesse sido um caso real, até que Don Mills desmentiu tais boatos admitindo que ele mesmo inventou a história na tentativa de "mostrar como diferentes consequências legais podem surgir a cada complicação na investigação de um homicídio".

O caso foi recontado em outras mídias, incluindo o filme Magnólia (1999) escrito e dirigido por Paul Thomas Anderson, em que o protagonista se chama Sydney Barringer. Antes, em 1998, o caso foi mostrado  em um episódio do programa Homicide; também foi tema da série policial Law & Order.

O caso

A popularidade do caso permitiu com que fosse contado de diferentes maneiras. As reedições por vezes mencionam o nome de Dom Mills e datam o ocorrido em março de 1994 ou o contam como se tivesse sido noticiado pela Associated Press.

A lenda popular é contada da seguinte maneira:

Em 23 de março de 1994, o cadáver de Ronald Opus foi examinado por um médico, que concluiu que ele teria morrido de um tiro de espingarda na cabeça. A investigação até este ponto mostrou que o falecido Ronald teria pulado do topo de um prédio de dez andares para cometer suicídio. (Ele deixou uma carta de suicídio expressando seus motivos.) No entanto, enquanto ele caía, um tiro de espingarda vindo de uma janela do nono andar do prédio matou-o instantaneamente. Ademais, nem o atirador nem a vítima sabiam que no oitavo andar havia sido colocada uma rede de segurança para proteger limpadores de janela, e esta rede provavelmente impediria que Ronald concluísse seu suicídio.

Geralmente, uma pessoa que começa a agir com intenções suicidas consegue causar a própria morte no fim das contas, mesmo que o mecanismo para atingir tal objetivo possa não ser o que ela planejou. O fato de Ronald ter sido atingido por um tiro no caminho para a sua morte certa nove andares abaixo provavelmente não tornaria o suicídio um homicídio, mas como o suicídio não teria sido alcançado sob nenhuma circunstância, o examinador médico sentiu que estava lidando com um homicídio.

Investigações posteriores levaram à descoberta de que o quarto no nono andar, de onde o tiro de espingarda se originou, era ocupado por um homem idoso e sua esposa. O idoso teria ameaçado sua mulher com uma espingarda durante uma briga. No meio de confusão e desespero, ele puxou o gatilho em direção a sua esposa, porém o tiro acertou Ronald, que no momento caía do prédio na sua tentativa de suicídio.


Quando uma pessoa tenta matar vítima A mas acerta vítima B, tal pessoa é responsável pela morte da vítima B. O idoso discordou desta conclusão, mas tanto ele como sua esposa garantiram que nenhum dos dois sabia que a espingarda estava carregada. Era hábito corriqueiro do homem ameaçar sua esposa com a espingarda descarregada. Como o homem idoso não tinha intenção de matar ninguém, a morte de Ronald aparentava, então, um acidente. Isto é, a arma teria sido carregada acidentalmente ou sem o conhecimento do casal.

No entanto, as investigações continuaram e testemunharam que o filho do casal havia carregado a espingarda aproximadamente seis semanas antes do acidente fatal. Descobriu-se também que a mãe (a esposa idosa) havia cortado a mesada do filho, que, numa atitude vingativa e sabendo da propensão do pai a ameaçar a mãe, havia carregado a espingarda. O caso agora se torna um homicídio de Ronald Opus de autoria do filho do casal.

Só que agora vem a complicação do caso. Descobriu-se então que o filho do casal não é ninguém menos que o próprio Ronald Opus. O constante desânimo oriundo da falha em conseguir fazer com que sua mãe seja assassinada, leva-o a se jogar do décimo andar de um prédio, antes de ser atingido por um tiro vindo de uma janela do nono andar. O médico responsável pela análise concluiu então que o caso foi um suicídio.


fonte:
https://pt.wikipedia.org
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9 de outubro de 2017

Autômatos

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, os Autômatos (do grego Αυτοματων) eram estátuas metálicas animadas de homens, animais e monstros, sendo a maioria deles construídos pelo forjador divino Hefesto e alguns outros pelo artesão ateniense Dédalo.

Lista de Autômatos

Águia Caucasiana - uma águia gigantesca, enviada por Zeus ao Monte Cáucaso diariamente para se alimentar do fígado do titã Prometeu, que se encontrava aprisionado por ter entregado o fogo à humanidade. Ela foi descrita como um autômato feito de bronze por Hefesto (ou um filho de Equidna em outras versões).




Cavalos dos Cabiros (Hippoi Kabeirikoi) - quatro autômatos em forma de cavalo, feitos de bronze por Hefesto para puxar a carruagem dos Cabiros, um enigmático grupo de divindades ctônicas, ditos serem ajudantes do deus ferreiro.

Cães de Alcínoo (Khryseos e Argyreos) - Um par de cães autômatos feitos de ouro e prata por Hefesto para guardar o palácio de Alcínoo, rei dos Feácios, um mítico povo de antigos navegadores, queridos aos deuses, cujo nome ocupa um lugar de relevo na Odisséia. 

Celedones (Keledones) - autômatos cantores, feitos de ouro por Hefesto. Dizem que foram colocados no templo de Apolo em Delfos. Eles tinham a forma de belas mulheres, pássaros torcicolo ou uma combinação das duas, como se fossem Sirenas.


Donzelas Douradas (Kourai Khryseai) - belas donzelas feitas de ouro por Hefesto, a fim de auxiliá-lo em seu palácio no Monte Olimpo. São similares as Celedones feitas pelo mesmo Hefesto para o templo de Apolo em Delfos.

Touros da Cólquida (Khalkotauroi) um par de touros míticos que aparecem no mito grego de Jasão e o Velocino de Ouro. Eles foram criados pelo deus grego da forja, Hefesto, e dados de presente pelo mesmo ao rei Aietes, rei da Cólquida. Eles eram imensos, possuíam cascos de bronze, e através de suas bocas eles expeliam fogo. Saiba mais sobre eles AQUI.



Talos um automato gigante/estátua viva de bronze, forjado por Hefesto com a ajuda dos ciclopes, a pedido de Zeus. Em algumas versões do mito, Talos é forjado pelo inventor Dédalo. Na arte clássica, Talos foi descrito como um homem jovem e bonito, esculpido em bronze. Em outras fontes é retratado como um touro de bronze ou o último homem da raça de bronze.

Zeus presenteou-o à sua amante Europa, como seu protetor pessoal, depois de extraditá-la para a ilha de Creta. Talos recebeu a tarefa de patrulhar a ilha, circulando-a três vezes por dia, e afugentar os piratas da costa com uma saraivada de pedras ou lhes dando um abraço mortal. Saiba mais AQUI.




Tripés do Olimpo - vinte tripés com rodas de ouro e uma mente própria, forjados por Hefesto, e que tinham a capacidade de ir e voltar sozinhos ao Monte Olimpo sempre que havia uma reunião dos deuses.


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6 de outubro de 2017

Onikuma

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matthew Meyer
Onikuma (em japonês: 鬼熊, "Demônio Urso") é um yokai do folclore japonês, oriundo da província de Kiso (atual Prefeitura de Nagano) e conhecido graças as descrições feitas no Ehon Hyaku Monogatari, publicado em 1841 por Takehara ShunsenAssim como outros animais, um Onikuma é um urso que viveu por muito tempo e acabou se tornando um yokai.

Ele não tem qualquer poder sobrenatural, exceto que anda sempre de pé sobre as patas traseiras e possui uma força excepcional. Lendas dizem que um Onikuma pode mover sozinho rochas que nem sequer dez homens juntos seriam capazes de empurrar, e por isso, são atribuídos a este yokai a presença de certas rochas na prefeitura de Nagano, porque elas são grandes demais para terem sido levadas para ali por meio de obra humana.


Arte de  Shota Kotake

O comportamento de um Onikuma é muito semelhante ao dos ursos comuns. Ele possui hábitos noturnos e vive nas profundezas das montanhas, longe dos seres humanos.
 Onikumas raramente se aventuram para fora de seus habitats, mas, como ursos comuns, ocasionalmente emergem das florestas e vão até as aldeias próximas para procurar comida. Devido à sua natureza reclusa, encontros entre Onikumas e humanos são muito raros. Quando eles acontecem, no entanto, eles são muitas vezes violentos. Onikumas às vezes vagueiam em áreas habitadas por humanos quando há comida fácil de ser consumida - geralmente cabeças de gado. Onikumas são capazes de roubar vacas e cavalos e caminhar para a floresta com eles na mão. Quando isso acontece, os aldeões não têm escolha a não ser tentar caçar e matar o Onikuma. 


Uma lenda em Nagano datada da era de Kyōhō (1716-1736) conta que certa vez um grupo de aldeões, cansados de terem seu gado e seus cavalos levados por um Onikuma, tentaram caça-lo e seguiram seu rastro até a  entrada de uma caverna. Ali colocaram carne fresca e aguardaram o Onikuma sair, empunhando enormes lanças para atacá-lo de longe. Assim que o Onikuma saiu de seu esconderijo, atraído pelo odor de carne fresca, foi morto pelos aldeões, que o levaram para a aldeia e o esfolaram. Conta-se que a pele do Onikuma morto era tão grande que era capaz de cobrir todo o chão de uma sala.


Arte de Mizuki Shigeru
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4 de outubro de 2017

Niu Mo Wang

۞ ADM Sleipnir


Niu Mo Wang (牛魔王, "Rei Touro Demônio"é um personagem presente no épico romance chinês Jornada ao Oeste, escrita e publicada pelo poeta Wu Cheng'en durante o século XVI. Ele é um yaoguai (uma classe de criaturas sobrenaturais da mitologia chinesa, principalmente espíritos de animais maléficos ou seres celestiais caídos que adquiriram poderes mágicos através da prática do taoismo).

Na história de Jornada ao Oeste, Niu Mo Wang é o mestre da "Montanha do Fogo" (Huoyanshan), cujas chamas ardem constantemente, causando muita secura e um calor insuportável em uma região vulcânica que bloqueia a passagem de Xuanzang e sua tropa.

Sun Wukong, o Rei Macaco, tenta roubar o Bajiaoshan (um leque gigante e mágico, capaz de criar enormes redemoinhos) de Tiě Shàn Gōngzhǔ (mais conhecida como  "Princesa Leque de Ferro"), esposa de Niu Mo Wang. Com ele, seria possível fazer com que os vulcões da região se tornassem inativos, permitindo que Xuanzang e companhia passassem.


Sun Wukong se disfarça como Niu Mo Wang para enganar a Princesa Leque de Ferro e então roubar o Bajiaoshan. Posteriormente, o verdadeiro Niu Mo Wang visita a Princesa Leque de Ferro, que então percebe que havia sido enganada. Niu Mo Wang se disfarça como Zhu Bajie, um dos companheiros de Xuanzang para enganar Sun Wukong e então recupera o Bajiaoshan. Na luta subsequente contra Sun Wukong e o verdadeiro Zhu Bajie, Niu Mo Wang revela sua verdadeira forma, um touro branco gigante e tenta atacar seus oponentes. Em meio a batalha, o deus Nezha aparece, captura Niu Mo Wang e o leva ao Céu para que o Imperador Jade decida seu destino.

É mencionado que Niu Mo Wang e a Princesa Leque de Ferro têm um filho chamado Hong Haier (紅孩兒, "Criança Vermelha").

Bull Demon King x Monkey King, Arte de Fenghua Zhong

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2 de outubro de 2017

Aigamucha

۞ ADM Sleipnir


Os Aigamucha (ou Aigamuxa, singular: Aigamuchab) são uma raça de criaturas humanóides pertencentes a mitologia dos Khoikhoi, um grupo étnico do sul da África. Eles possuem cerca de 2 metro e meio de altura, e sua aparência é praticamente idêntica a dos seres humanos comuns, porém seus olhos estão localizados na palma dos pés ao invés do rosto. Por conta disso, eles precisam parar e ficar de ponta-cabeça de vez em quando para poder ver o que eles estão perseguindo, ou em que direção estão indo.

Aigamucha costumam vagar pelos desertos da África em busca de presas humanas. Conta-se que eles possuem dentes bastante afiados, capazes de cortar a carne humana com facilidade. 

A maioria das histórias sobre os Aigamucha conta sobre como alguém consegue despistar e escapar deles. Em uma história por exemplo, a presa derruba o pó de tabaco no chão enquanto estava sendo perseguida. O pó irritou tanto os olhos do Aigamuchab que ele não conseguiu enxergar mais a sua presa, e ela acabou escapando.


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29 de setembro de 2017

Aramazd

۞ ADM Sleipnir

Arte de Andranik Asatryan

Aramazd
era a principal divindade do panteão pré-cristão da Armênia. 
Chamado pelos armênios da época de "Arquiteto do Universo, Criador do Céu e da Terra", era considerado o pai de todos os outros deuses e deusas, e o criador do universo. Também era considerado a fonte da fertilidade da terra, deus da colheita e das frutas, e o festival em sua homenagem, chamado de Amanor, era celebrado no dia do ano novo no antigo calendário armênio.

Embora seja chamado de pai dos deuses, não há nenhuma indicação de que ele possuia uma esposa ou consorte. Existe uma vaga referência em alguns textos de que a deusa Anahit era sua esposa, mas, embora seja possível, não existem provas diretas.

Aramazd era uma divindade sincrética, uma combinação da figura lendária autóctone armênia Ara e o Ahura Mazda irânico. Durante o período helenístico, Aramazd passou a ser comparado ao Zeus grego.

Um dos principais templos de Aramazd se localizava em Ani (atual Kamakh, na Turquia), um centro administrativo e cultural da antiga Armênia. O templo foi destruído no fim do século III, após a adoção do cristianismo como religião estatal do país.

fontes:
  • Wikipedia
  • Encyclopedia of Ancient Deities, de Charles Russell Coulter e Patricia Turner
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27 de setembro de 2017

Adar Llwch Gwin

۞ ADM Sleipnir



Os Adar Llwch Gwin são ferozes pássaros mágicos semelhantes a grifos pertencentes a mitologia galesa. De acordo com o conto galês Culhwch and Olwen, eles eram três pássaros e pertenciam a um cavaleiro da corte do rei Arthur chamado Drudwas ap Tryffin, que os havia recebido de presente de sua esposa, que era na verdade uma fada. Os pássaros eram capazes de compreender a fala humana, e obedeciam qualquer ordem que lhe fosse dada por seu mestre.

O conto narra que Drudwas possuía uma inimizade com Arthur, e certo dia o desafiou para um duelo. Eles definiram uma hora e local para o mesmo, mas Drudwas, contando que Arthur chegaria no horário combinado, ordenou os Adar Llwch Gwin a atacar e matar a primeira pessoa que chegasse ao campo de batalha. Drudwas só não contava com o fato de que justamente nesse dia, Arthur acabaria se atrasando. Chegando ao local, Drudwas foi imediatamente atacado e trucidado pelos seus próprios pássaros, que só pararam de atacar quando perceberam que era o seu mestre que eles haviam matado.



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25 de setembro de 2017

Barba Ruiva

۞ ADM Sleipnir



O Barba Ruiva, também chamado de Urué, Barba Nova ou Cabeça Vermelha, é um personagem do folclore do estado do Piauí, sendo bastante popular na região da lagoa de Paranaguá. Ele é um ente encantado, considerado filho da sereia Iara. Sua figura está associada a a lenda do surgimento da lagoa de Paranaguá.

De acordo com a lenda, no local onde hoje existe a lagoa de Paranaguá havia em seu lugar uma imensa mata de carnaubeiras, cortada por um pequeno riacho. Próximo a esse local, vivia uma viúva e suas três filhas. Um dia, a filha mais nova ficou doente e ninguém foi capaz de descobrir qual era a sua doença. Mais tarde, foi descoberto que ela estava grávida de um menino, filho de seu namorado que havia morrido antes de se casar com ela.

Ao chegar o momento de dar à luz, a moça entrou na mata. Confusa e sentido muitas dores, ela decidiu que ia abandonar a criança ali mesmo. Assim que a criança nasceu, ela a embalou em um tacho de cobre e a deixou dentro do riacho. O tacho afundou, mas foi trazido à tona por Iara, a rainha das águas. 


Triste e brava pela mãe ter abandonado o filho em suas águas, Iara provocou o crescimento das águas, que, em uma enchente sem fim, alagaram e encharcaram toda a região. As águas tomaram toda a várzea, passando por cima das carnaubeiras e dos buritis. Desde então, a lagoa tornou-se um lugar mágico, onde se ouvem estranhas vozes e observam-se luzes de origem desconhecida. Muitos moradores da região dizem que, durante a noite, pode-se ouvir o choro de um bebê vindo do fundo das águas. 

Conta ainda a lenda que, às vezes, surge das águas um ser humano que, pela manhã, é menino, ao meio-dia, é um rapaz de barbas ruivas e, à noite, um velho de barbas brancas. Muito tímido, ele foge dos homens quando é visto, porém, gosta de se aproximar das mulheres que vão até a lagoa bater roupa, tentando abraça-las e beijá-las. Depois, corre e pula na lagoa, desaparecendo. Por causa disso, nenhuma mulher bate roupa ou toma banho na lagoa sozinha, com medo de ser atacada pelo Barba Ruiva. 

fonte da imagem: Brasil Fantástico
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22 de setembro de 2017

Kokabiel

۞ ADM Sleipnir


Arte de Peter Mohrbacher
Kokabiel ou Cocabiel (em aramaico: כוכבאל; em grego: χωβαβιήλ, "estrela de Deus"); também pronunciado Kôkabîêl, Kôkhabîêl, Kakabel, Kochbiel, Kokbiel, Kabaiel, ou Kochab, é um anjo caído de acordo com o antigo texto apócrifo conhecido como o Livro de Enoque. Ele é um dos 20 anjos líderes dentre os 200 anjos caídos, sendo o quarto anjo mencionado. É dito que ele comanda um exército de 365000 demônios.

Apesar de quase todos textos apócrifos em que ele é mencionado o descreverem como um anjo caído, o Sepher Raziel ("o Livro de Raziel"), o descreve como sendo um anjo santo. Ele domina a astrologia e a teria ensinado aos seres humanos.

Cultura popular

No anime/light novel Highschool DXD, Kokabiel é um dos principais antagonistas, sendo caracterizado como um jovem com cabelos pretos, orelhas pontudas e cinco pares de asas negras.


fontes:
  • The Encyclopedia of Demons and Demonology, de Rosemary Guiley; 
  • Wikipédia (em inglês).
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20 de setembro de 2017

Kyōrinrin

۞ ADM Sleipnir


Kyōrinrin (em japonês: 経凛々ou きょうりんりん, "Sutra inspirador") é um yokai ilustrado por Toriyama Sekien no livro  Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro ("A bolsa ilustrada dos cem demônios aleatórios" ou " Uma horda de utensílios assombrados"), o 4º de sua famosa série.

Ele é um tipo de tsukumogami (付喪神 - "espírito artefato") formado a partir de livros, escrituras e pergaminhos antigos que foram negligenciados pelos seus donos e foram deixados largados em algum local por bastante tempo. Comprimidos pela sabedoria dos séculos, eles se juntam e transformam em um espírito cuja a aparência se assemelha a um dragão.


Kyōrinrin é muitas vezes enfeitado, como os pergaminhos que compõem o seu corpo. Ele se decora com os volumes mais enfeitados, usando-os como um quimono e usa rolos com borlas para enfeitar sua cabeça. Desenvolve um bico em forma de pássaro e braços longos e extensíveis, os quais usa para atacar os proprietários ignorantes que deixam esses tesouros e conhecimento inestimáveis caírem em desuso.

Arte de Matthew Meyer

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18 de setembro de 2017

Lâmpades

۞ ADM Sleipnir


Lâmpades (do grego Λαμπάδες, em latim: nymphae avernales, "Ninfas Infernais") são ninfas do submundo de acordo com a mitologia grega. 

Companheiras de Hécate, a deusa titânide grega da feitiçaria e encruzilhada, elas foram um presente de Zeus para Hécate por sua lealdade a ele durante a TitanomaquiaElas carregam tochas e acompanham Hécate nas suas viagens e aparições noturnas. Alguns diziam que suas tochas tinham o poder de levar uma pessoa à loucura.

As Lâmpades eram as contrapartes divinas dos celebrantes de Elêusis que carregavam tochas durante os ritos noturnos dos mistérios de Deméter.


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15 de setembro de 2017

Adlet

۞ ADM Sleipnir

Adlet (ou Erqigdlet) são uma raça de canídeos com características humanoides pertencentes a mitologia inuíte. Segundo o mito, eles eram o fruto do acasalamento entre Niviarsiang, uma jovem inuíte, e Ijirqang, um cão vermelho que era capaz de se transformar em um ser humano.

De acordo com o mito inuíte, Niviarsiang já havia recusado muitos pretendentes, e seu pai Savirqong, já sem paciência, lhe disse que se nenhum homem era suficientemente bom para ela, ela poderia muito bem casar-se com um cão. No dia seguinte, um novo pretendente, Ijirqang, bateu a sua porta, usando um amuleto em formato de garras de cão. Desta vez, Niviarsiang não recusou seu pretendente, e os dois foram morar em uma ilha próxima. Após um tempo, Niviarsiang começou a suspeitar que Ijirqang era na verdade um cão que podia assumir a forma humana, mas suas suspeitas só vieram a se confirmar quando ela deu a luz a uma ninhada de cinco filhotes de cachorro e cinco bebês humanos.




Em uma versão da lenda, os cinco filhos totalmente caninos foram abandonados em um barco a deriva no mar, e vieram a se tornar os ancestrais dos povos brancos europeus. Já os cinco bebês humanos permaneceram com a mãe, e com o tempo se transformaram em Adlets, tornando-se viciosos guerreiros canibais.

Numa segunda versão deste mito, Ijirqang nadava até a casa do pai de sua esposa todos os dias para ser alimentado, uma vez que em sua forma de cão, ele era incapaz de caçar. Após um tempo, o pai  da jovem se cansou de alimentar a família de sua filha, por isso ele colocou pedras no saco junto da carne que ele deu a Ijirqang. Com o peso da bolsa, Ijirqang não conseguiu ir muito longe, morrendo após afundar no mar e se afogar. Niviarsiang tomou conhecimento do fim que levou seu marido, e assim que seu pai veio visitá-la, ela enviou seus filhos cães sobre ele, e eles o mataram. Sem marido e agora sem seu pai, Niviarsiang não tinha mais meios de manter a si mesma e seus dez filhos, então decidiu deixar seus filhos entregues à própria sorte. Ela transformou suas botas em barcos e colocou seus dez filhos neles, despachando-os ao mar. Apesar disso, eles sobreviveram, e de acordo com a crença inuíte, eles vieram a se tornar os ancestrais dos povos nativos americanos e também dos povos brancos.


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14 de setembro de 2017

5 Anos de Blog!

۞ ADM Sleipnir


Olá pessoal! Hoje completamos 5 anos de Portal dos Mitos. Tenho me esforçado bastante para manter o blog sempre atualizado, e tentando trazer o melhor conteúdo possível. Agradeço a todos que nos acompanham por aqui, pela página ou pelo nosso canal no Youtube, que no momento encontra-se paralisado por falta de tempo para me dedicar a ele.

Deixo um agradecimento especial a vocês que comentam as postagens. Eu gosto muito quando vejo uma publicação nossa recebe um feedback de vocês, seja positivo ou negativo, pois me mostra onde estou acertando e onde estou errando no que faço aqui no blog.

Obrigado a todos vocês! Que venham mais 5 anos!!

Rodrigo Viany (Sleipnir)


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13 de setembro de 2017

Popobawa

۞ ADM Sleipnir


Popobawa (ou também Popo Bawa, literalmente "asa de morcego" em suaíli) é um espírito maligno presente na mitologia e na crença popular da África Oriental. Ele é geralmente representado como uma criatura semelhante a um enorme morcego, de pele vermelha e com apenas um olho na face, porém ele é um ser metamorfo capaz de assumir formas humanas ou animais, e também capaz de metamorfosear rapidamente de uma forma para a outra. Às vezes ele combina formas humanas e animais, assemelhando-se a bestas dos tipos mais exóticos.

O Popobawa é dito ser uma criatura de hábitos noturnos, cuja presença pode ser identificada por um forte odor de enxofre. Ele ataca indiscriminadamente homens, mulheres e crianças, podendo atacar todos os membros de uma família, antes de passar para outra casa na vizinhança. Seus ataques podem ser apenas físicos ou acompanhados de fenômenos poltergeist. Um dos comportamentos mais perturbadores e temidos associados ao Popobawa é o estupro/sodomia das suas vítimas.



Durante um alegado ataque de um Popobawa, muitas pessoas tentam se proteger passando a noite acordados fora de suas casas, muitas vezes reunidos em torno de uma fogueira com outros membros da família e vizinhos. 

Os primeiros avistamentos atribuídos ao Popobawa foram relatados em Pemba, Zanzibar, no ano de 1965 e o último ocorreu em Dar es Salaam, Tanzânia, em 2007. Os relatos de ataques costumam aumentar com o ciclo eleitoral em Zanzibar, embora as vítimas argumentem que o Popobawa é apolítico. Uma explicação apresentada para a conexão do Popobawa com o ciclo eleitoral é a afirmação de que o Popobawa é o fantasma vingativo do ex-presidente Abeid Karume, assassinado em 1972, ou então é um demônio invocado pelo partido político Chama Cha Mapinduzi.


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Ruby